Polícia Militar intensifica abordagens na cidade de Prado


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Durante o início desta semana, policiais militares estão intensificando as abordagens a pessoas e veículos na cidade de Prado. A polícia também está atuando incisivamente no combate a criminalidade.

Várias pessoas foram abordadas em pontos estratégicos. A operação faz parte das metas traçadas pelo comando da 88ª CIPM de Alcobaça, para combater a criminalidade no município pradense.

Conforme os policiais militares, “o objetivo é acentuar a fiscalização no fluxo veicular, coibindo irregularidades, além de apreender armas e drogas, veículos roubados, foragido da justiça e prevenindo acidentes ”.

Com as ações da Policia Militar os comerciantes de Prado começaram a ter mais sossego e tranquilidade depois de uma onda grande de assaltos no comercio.

Por> Claydson mota

TSE pede investigação da campanha presidencial de Aécio


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Corregedora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Maria Thereza de Assis Moura determinou nesta quarta-feira (11) que as contas do senador Aécio Neves (PSDB), referentes à campanha presidencial de 2014, sejam investigadas por conta de indícios de irregularidades. As contas ainda não foram julgadas pela corte. Segundo informações do jornal O Globo, a medida foi tomada cinco dias após o ministro Gilmar Mendes ter pedido abertura de processo para apuração de suspeita de fraudes na contabilidade do PT.

 

Na decisão da ministra, ela determina que os técnicos do TSE investiguem os fornecedores da campanha do PSDB com a ajuda de órgãos como Receita Federal e Tribunal de Contas, com as quais o tribunal tem convênio. Entre os objetivos, está descobrir quantos empregados as empresas tinham no ano da eleição e quais delas foram criadas em 2014. O TSE quer verificar se tratam-se de empresas de fachada. “Entendo ser salutar a apuração efetiva de denúncia de fatos graves eventualmente trazidos para a prestação de contas, não só pelo reflexo que podem trazer no julgamento da própria prestação”, escreveu a ministra. A assessoria jurídica do PSDB, as denúncias apresentadas pelo PT “são totalmente inconsistentes, tendo em seu conteúdo nítido propósito político, e serão todas esclarecidas oportunamente, pois não há qualquer irregularidade nas despesas efetuadas pelo partido”.

Promessas e ação de Renan ampliaram votos.


BRASÍLIA – Na votação concluída na madrugada desta quarta-feira, 10, que aprovou a continuidade do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente em exercício Michel Temer ampliou a vantagem que obteve há quase três meses, quando a petista foi afastada do Planalto. Os votos a mais foram conquistados com a promessa de distribuição de cargos a apadrinhados de senadores, a garantia de retomada de obras de interesse dos parlamentares e a atuação da trinca de peemedebistas do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), o líder da bancada, Eunício Oliveira (CE), e o presidente em exercício da legenda, Romero Jucá (RR).

Em 12 de maio, o Senado aprovou o afastamento temporário de Dilma por 55 votos a favor e 22 contra. Na ocasião, Renan não votou – ele, como presidente da Casa, tem essa prerrogativa –, houve duas ausências – Eduardo Braga (PMDB-AM) e Jader Barbalho (PMDB-PA) – e o suplente do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), Pedro Chaves (PSC-MS), ainda não tinha tomado posse.

Ontem, o placar foi de 59 votos favoráveis e 21 contrários. Desta vez, Jader, Braga e Chaves votaram contra Dilma. O quarto voto pró-impeachment veio do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que mudou sua posição – na primeira sessão foi a favor da presidente e, agora, votou para julgá-la.

Mudança. Souza disse nesta quarta-feira que mudou seu voto por “questões políticas”. “A minha postura foi em função da conjuntura política. Não foi em função de haver cometido ou não o crime. É uma postura de achar que, no momento, fica muito difícil para a presidente governar”, afirmou. “Diga-se de passagem, Temer nunca pediu o meu voto. Mas, evidentemente, conversei com o meu partido.”

O presidente em exercício acompanhou a sessão de pronúncia por telefone ou por informes de ministros e aliados, entre eles Renan, Eunício e Jucá. Os dois últimos se reuniram ao longo do dia com Temer.

Jader e Braga se ausentaram da primeira votação alegando motivos de saúde e, desta vez, apoiaram o andamento da ação contra Dilma. Jader conseguiu um “upgrade” para o filho entre os dois governos. Helder Barbalho, que foi ministro da Secretaria Especial de Portos de Dilma, se tornou ministro da Integração Nacional de Temer, pasta com forte influência nas regiões Norte e Nordeste.

Ex-líder do governo Dilma e ex-ministro de Minas e Energia da petista, Braga manteve, segundo interlocutores de Temer no Congresso, aliados em cargos estratégicos no setor elétrico. Chaves, o discreto suplente de Delcídio, conforme interlocutores do governo, não pediu cargos no Executivo.

Na conta do Planalto, o governo teria de 57 a 59 votos a favor. Acreditavam que teriam os votos de Elmano Férrer (PTB-PI) e Otto Alencar (PSD-BA) – reservadamente, Renan garantiu que conquistaria os dois. Otto e Elmano, contudo, votaram contra tornar Dilma ré.

A novidade ficou por conta dos votos de Cristovam Buarque (PPS-DF) e Romário (PSB-RJ). Os dois, mesmo tendo se posicionado em maio pelo afastamento de Dilma, não eram contabilizados como apoio a Temer. Romário emplacou a ex-deputada Rosinha da Adefal na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Justiça. Ele ainda quer um indicado dele em Furnas. Romário nega barganhar cargos.

Obras. Ao se aproximar de Temer, Renan sugeriu ao presidente em exercício uma parceria para a conclusão de obras. Temer topou e conseguiu um pretexto para se reunir com senadores. Renan, o único a não votar, tem se esforçado para acelerar o impeachment. Embora negue indicações, ele manteve Vinícius Lages na presidência do Sebrae e avalizou o ex-ministro de FHC Juarez Quadros para o comando da Anatel. Renan ainda deve garantir o deputado pelo PMDB alagoano Marx Beltrão ou outro nome no Turismo. / COLABOROU ISABELA BONFIM