Confirmado: Adolescente morreu vítima de Influenza H3N2 em Porto Seguro


A turista paulista Giovanna Marson, de 17 anos, morreu no Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, vítima de Influenza A H3N2. A doença foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, nesta segunda-feira (15), após resultados do exame feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Segundo a secretaria, o exame confirmou também que as duas adolescentes que tiveram contato direto com a jovem e foram hospitalizadas, também estão com a doença. Elas permanecem internadas e não há detalhes sobre o estado de saúde delas.

A secretaria de Saúde da cidade informou, por meio de nota, que vai dar continuidade às ações que já tinham sido desencadeadas desde o início das primeiras notificações para interromper a transmissão da doença.

A nota da secretaria diz ainda que não existe surto instalado no município e que os casos são isolados. Além disso, informou também que medidas estão sendo tomadas para que novos casos não ocorram.

A adolescente foi enterrada na cidade de Jacareí-SP., nesta segunda-feira (15). Inicialmente a suspeita era de que ela tinha contraído o tipo H1N1 da doença. A família dela chegou a afirmar que a adolescente havia se vacinado contra a H1N1.

Giovanna Marson estava em Porto Seguro com uma excursão com a turma da escola. No sábado (13), ela passou mal durante o passeio e foi hospitalizada. A adolescente não resistiu e morreu na madrugada de domingo (14).

Polícia Civil prende homem após furtar residência: Dinheiro e objetos são recuperados


Nova Viçosa: Por volta das 09h00 horas da manhã, desta segunda-feira, 15 de julho, policiais civis da Delegacia Territorial de Nova Viçosa foram informados de que uma residência havia sido alvo de arrombamento e que criminosos subtrairam diversos aparelhos eletrônicos. A equipe da Polícia Civil de Nova Viçosa, liderada pelo delegado titular, Marco Antônio Neves, iniciou investigações e conseguiu através de informações, as características do suspeito.

Segundo informações, este suspeito teria sido visto nas imediações da casa da vítima. Os policiais, então, identificaram o suspeito e levantaram o endereço, onde ele poderia estar residindo, e foram até o local. O suspeito foi identificado como sendo, João Carlos Flora dos Santos, 22 anos. Após conversa com o suspeito, ele confessou a autoria do furto, e entregou parte dos objetos que estava no interior da residência, e levou os policiais até um terreno baldio.

Neste terreno o acusado escondeu um notebook, colocando-o dentro de uma sacola plástica, cavou um buraco e o enterrou. Os policiais recuperaram todos os objetos subtraídos, inclusive R$ 96,60 de R$ 550,00 que foi subtraído da residência. O acusado João Carlos foi flagranteado e será encaminhado ao Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.

Batida entre caminhão e dois carros deixa dois mortos na BR-101


Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas após uma batida ocorrida na manhã desta segunda-feira (15), no Km-213 da BR-101, trecho do município de Governador Mangabeira, cidade a cerca de 138 km de Salvador.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 7h20, um caminhão que transportava blocos para construção colidiu com dois veículos de passeio. A polícia disse que a batida foi frontal, mas não há detalhes das causas, nem de como ocorreu o acidente.

Dos quatro feridos, três tiveram lesões graves e um sofreu ferimentos leves. As vítimas foram socorridas pelo Samu. Não há informações sobre para qual hospital elas foram encaminhadas, nem o estado de saúde delas.

A polícia informou que a carga do caminhão ficou espalhada pela via. Um dos carros de passeio ficou destruído, e o motorista ficou preso às ferragens. A rodovia foi interditada para socorro das vítimas e para que a carga fosse recolhida.

Marinha divulga alerta de ventos de até 74 km/h em Caravelas


A Marinha do Brasil divulgou no domingo (14) um alerta de ocorrência de ventos de até 74 km/h, entre a madrugada de terça-feira (16) e manhã de quarta-feira (17) no sul da Bahia. Os ventos fortes estão previstos para ocorrer na região da cidade de Caravelas.

De acordo com a Marinha, os ventos devem ocorrer por conta da formação de um sistema de baixa pressão nas proximidades da região sul do Brasil, que está indo para sudoeste e sudeste, com intensidade de até 74 km/h (40 nós) no litoral, entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ao sul de Laguna (SC), entre esta segunda-feira (15) à noite e terça-feira à noite.

O avanço do mesmo sistema poderá provocar os ventos fortes entre o litoral do estado de Santa Catarina, ao norte da cidade de Laguna (SC), e o litoral do estado da Bahia, ao sul de Caravelas.

Por conta das condições meteorológicas, podem ocorrer ondas com altura entre 3,0 e 3,5 metros, mas isso entre o norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ao sul de Laguna (SC). Com relação à Bahia, não houve aviso referente a ondas altas.

A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no site e na página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook. A Marinha ainda alerta aos navegantes que consultem essas informações antes de iniciarem as viagens no mar e solicita ampla divulgação às comunidades de pesca e esporte e recreio.

Fonte: G1

Mentir no currículo: saiba quais os riscos dessa prática


Uma medida desesperada pode parecer inicialmente inofensiva: mentir no currículo. No entanto, pode acarretar diversos problemas ao longo do tempo, até mesmo envolvendo a Justiça. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara de Deputados há seis anos rejeitou um projeto de lei que tinha como proposta tipificar como crime a falsificação de currículos. A justificativa utilizada é de que a falsificação de currículo poder ser enquadrada no artigo 298 do Código Penal, que prevê reclusão, de um a cinco anos, para quem falsificar documento particular.

Descobertas de divergências de informações no documento pode prejudicar a imagem do profissional e ainda resultar em demissão por justa causa, mesmo não tendo uma Lei estabelecendo que mentir no currículo é crime. Diante disso, decisões recentes da Justiça sobre mentiras no currículo têm dado parecer favorável a demissão do funcionário por justa causa quando são identificadas mentiras sobre conclusão do ensino médio, por exemplo.

Mesmo quando não há uma falsificação direta de documento exagerar nas informações do currículo ou passar dados que não condizem com a realidade, como o tempo de experiência, pode acarretar problemas para o profissional. Caso consiga o cargo, em algum momento será cobrado conforme as descrições em seu currículo.

Experiência profissional

A insegurança de competir com profissionais mais experientes pode levar o candidato a inventar em seu currículo. Para evitar enfrentar maiores problemas posteriormente, uma dica é criar um currículo de recém-formado para profissionais sem experiência que impressione os recrutadores e auxilie na busca pela vaga desejada.

Uma dica para aqueles que já possuem uma graduação é investir no maior número de especializações e cursos. Para isso, é possível contar com a ajuda do Educa Mais Brasil. O programa educacional já possui 15 anos de atuação e já beneficiou mais de 1 milhão de estudantes. Acesse o site do Educa Mais Brasil e confira todas as oportunidades, é possível conseguir descontos de até 70% e ainda não cometer nenhum deslize.

 Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Professora é condenada a 20 anos de prisão por sexo com aluno de 13 anos


A professora Brittany Zamora foi condenada, na última sexta-feira (12/7), a 20 anos de prisão por ter feito sexo oral em um aluno de 13 anos, em sala de aula, enquanto um outro estudante, de 11, assistia à cena.

O caso, que ganhou grande atenção da imprensa americana, ocorreu no início do ano passado na Las Brisas Academy, escola de ensino médio em Goodyear (Arizona, EUA).

Foto: Reprodução

“A senhora Zamora seduziu esses meninos, ganhou a confiança deles e, então, aproveitou-se da pureza deles para satisfazer os seus desejos sexuais. Ela é uma pedófila e não é diferente de um homem”, disse a mãe de uma das vítimas em nota lida no tribunal, segundo a Fox News.

“Sou uma pessoa boa que cometeu um erro. Eu me arrependo profundamente”, afirmou a professora, de 28 anos, antes de ouvir a sentença. Após conhecer a decisão do juiz, Brittany chorou copiosamente no tribunal.

Prefeitura municipal de Prado entrega novos Tablets para Agentes de Combates as Endemias


A prefeitura municipal de Prado, através da secretária de saúde entregaram novos Tablets para os Agentes de Combates a endemias nesta segunda feira dia 15 de julho.

A ferramenta facilita muito o trabalho dos agentes, que passam a ter acesso a todos os dados do cidadão, de forma prática. Outro benefício para o profissional é o conforto, já que tablet é bem mais leve do que os papeis que eles carregavam.

Os agentes que receberam os tablets participaram de uma capacitação para o manuseio dos aparelhos e suas configurações para alimentação dos dados para o E-SUS. Os aparelhos tem ainda um programa que gera um documento de acompanhamento eletrônico dos cidadãos que são assistidos pelos os agentes de saúde, bem como pela unidade de saúde de sua referência.

Participaram da solenidade de entrega, o secretário municipal Luiz Dupin, e a coordenadora da atenção básica Noralice Fernandes.

Segundo o secretario, Luiz Dopin, destacou: “estamos caminhando no caminho certo, pois tudo o que temos conquistado na oferta dos serviços de saúde em nosso município, tem refletido na qualidade do atendimento e acolhimento do nosso povo. A prefeita Mayra Brito tem priorizado todo e qualquer investimento que venha beneficiar a população na área da saúde, pois somos um governo de gente, que cuida de gente”.

Entrega dos Tablets: Secretário de saúde Luiz Dopin, fala da importância desta nova ferramenta de trabalho para os Agentes comunitários de saúde.

Posted by Prado News on Monday, July 15, 2019

 

Motorista passa mal e morre dentro de veículo às margens da BR-101, em Itamaraju


O corpo de um homem de 58 anos foi encontrado na manhã deste domingo, dia 14 de julho, no interior de uma caminhonete Fiat Strada, de cor branca, placa JMI-8729, estacionada às margens da rodovia BR-101, em Itamaraju.

Informações dão conta que Antônio Dias Nascimento, ao começar a passal mal, ainda teve tempo de parar o veículo e logo depois perdeu a consciência.

A hipótese mais provável é infarto, mas oficialmente a causa da morte só será conhecida após os laudos dos exames que serão feitos no Laboratório Central (LACEN) em Salvador. Normalmente a conclusão dos exames é feita em um mês. (Por Ronildo Brito / Foto: Itamaraju Notícias)

Sem merenda: quando férias escolares significam fome no Brasil


O pano de prato vermelho adorna há dias a tampa do fogão e não existe expectativa de que ele seja retirado dali em breve: não há comida para preparar no barraco em que Alessandra, de 36 anos, mora com cinco filhos – o mais velho de nove anos e o menor de 16 dias. As crianças, em férias escolares, pulam e correm agitadas, se escondem entre as vielas, e Alessandra sabe que em breve chegará o momento em que elas vão pedir para almoçar.

“Me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter. Já coloquei os meninos na escola pra isso mesmo, por causa da merenda. Um pouquinho de arroz sempre alguém me dá, mas nas férias complica”, afirma Alessandra, que, desempregada, coleta latinhas na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde mora. No dia da entrevista à BBC News Brasil, os filhos de Alessandra iriam recorrer à casa da avó para conseguir se alimentar.

O drama de Alessandra não é incomum. As férias escolares – quando muitas crianças deixam de ter o acesso diário à merenda – intensificam a vulnerabilidade social de muitas famílias em todo o país. Embora variem em conteúdo e qualidade – às vezes são apenas bolacha ou pão, em outras, são refeições completas de arroz, feijão, legumes e carne – as merendas ocupam função importante no dia a dia de certos alunos. Para essas crianças, nos períodos sem aulas é que a fome, uma ameaça ao longo de todo ano, se torna uma realidade a ser enfrentada.

No Paranoá Parque, conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida que fica a 25 minutos de distância do Palácio do Planalto, em Brasília, as crianças passam os dias livres empinando pipa, de estômago vazio. “No final da tarde, elas me pedem, ‘tia, tem um pãozinho aí para mim?’ Se chega pão de doação, acaba tudo em um minuto”, conta Maria Aparecida de Souza, líder comunitária no bairro.

Doações recebidas no Paranoá Parque no ano passadoDireito de imagemARQUIVO PESSOAL
Image caption“No final da tarde elas me pedem, ‘tia, tem um pãozinho aí para mim?’ Se chega pão de doação, acaba tudo em um minuto”, conta Maria Aparecida de Souza (de pé), líder comunitária no bairro.

Foi ali que, em 2017, um menino, na época com oito anos, desmaiou de fome durante as aulas e virou notícia nacional. Ele estudava em um colégio a 30 km de distância de sua casa, onde recebia como refeição apenas bolacha e suco. De lá para cá, a situação dos quase 30 mil moradores da área não parece ter melhorado.

“É muito desemprego, mães com cinco, seis ou oito filhos que não têm nada dentro de casa. Nem mesmo colchão, gás para cozinhar ou cobertor para este frio. Nas férias, algumas mulheres não têm o que dar aos filhos. Tenho 48 anos, sempre trabalhei nisso (assistência comunitária), e nunca vi a coisa tão ruim quanto está agora. Temos aqui no bairro 285 famílias em situação de miséria total”, diz Souza.

‘Se eu pagar a prestação da casa, não temos o que comer’

Embora não haja estudos nacionais que indiquem o tamanho da insegurança alimentar durante o período de férias escolares, uma série de indicadores comprova a evolução da pobreza no país e o modo como ela incide sobre as crianças.

De acordo com a Fundação Abrinq, que fez cálculos a partir de dados do IBGE, 9 milhões de brasileiros entre zero e 14 anos do Brasil vivem em situação de extrema pobreza.

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde (Sisvan) identificou, no ano retrasado, 207 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave no Brasil.

Merenda em escola cearense, em foto de arquivoDireito de imagemEDUARDO AIGNER/MDS
Image caption‘Testemunhos de pessoas em áreas de vulnerabilidade social indicam que (a merenda escolar) acaba sendo a garantia de consumo mínimo de alimentos durante o ano letivo para parte das crianças’, diz especialista; acima, merenda de escola cearense, em foto de arquivo

A mais recente pesquisa de Segurança Alimentar do IBGE, de 2013, apontava que uma a cada cinco famílias brasileiras tinha restrições alimentares ou preocupação com a possibilidade de não ter dinheiro para pagar comida.

Se a pesquisa fosse feita hoje, a família da faxineira Marinalva Maria de Paula, de 57 anos, se enquadraria nessa condição. Com uma renda de R$ 360 mensais para três adultos e uma criança, ela se vê cotidianamente frente a decisões dramáticas:

“Se eu pagar a prestação do apartamento ou a conta de água, não temos o que comer. Quando a situação aperta, prefiro dar comida pra minha neta e durmo com fome”, conta Marinalva, que teme despejo do prédio do Conjunto Habitacional (COHAB) em que mora, em São Paulo, por falta de pagamento do valor do imóvel e do condomínio.

A vasilha de arroz funciona como um termômetro da aflição de Marinalva: no dia da entrevista, restavam apenas dois dedos de cereal no pote. Com as férias da criança, de 3 anos, a comida que avó consegue manter nos armários acaba mais cedo e é preciso partir em busca de doações. O fenômeno que acontece na casa da faxineira já havia sido identificado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) em 2008, quando um terço dos titulares do Bolsa Família declaravam em pesquisa que a alimentação da família piorava durante as férias escolares.

“Quando minha filha me deu essa neta pra criar, ela me disse: ‘mãe, ou você pega a menina, ou eu vou matar ela de fome’. Eu aceitei e agora estou nessa situação. Passo as noites acordada pensando, vou vivendo de pinguinho. Minha neta levanta de manhã e quer o pão dela, e eu me viro e me rebolo, porque na escola ela recebe, e em casa eu não posso dizer pra ela que não tem pão.”

ParaisópolisDireito de imagemMARIANA SANCHES/BBC
Image captionMarinalva e a neta em busca de doações para garantir a alimentação da família

Marinalva não consegue emprego formal há quatro anos. Ela está muito longe de atingir a renda mínima familiar, estimada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em R$ 4.214, 62, para suprir sem carências as necessidades com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência dos quatro integrantes da casa. O valor, calculado em julho, equivale a quatro vezes o salário mínimo atual, de R$ 998.

Fome e obesidade nas escolas públicas

Na outra ponta do problema, professores e gestores escolares em diferentes partes do país confirmaram presenciar situações de fome à BBC News Brasil. A pedido dos profissionais, alguns entrevistados não serão identificados para não expor ou estigmatizar escolas e alunos.

“De fato há uma crise no país, e a percepção de que o aluno vai para a escola para comer é real, a gente é que aproveita a ida dele para ensinar”, afirmou Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato dos professores da rede estadual paulista (Apeoesp) e deputada estadual (PT-SP).

Na favela carioca do Complexo da Maré, a coordenadora do Projeto Uerê, Yvonne de Mello, que oferece refeições e aulas complementares a alunos de 6 a 18 anos, corrobora as palavras de Maria Izabel: “Neste ano e no ano passado, tenho recebido crianças que não conseguem aprender de maneira nenhuma. Não porque têm deficiência mental, mas porque não se alimentaram direito. Tive duas crianças no Uerê que desmaiaram. (A criança) começa a passar mal, a vomitar. Quando vai ver, não houve alimentação no dia anterior”, relata.

Na periferia de Belém (PA), Lilia Melo, professora do ensino médio, conta que a colônia de férias da escola pública onde ensina ganhou adesões depois que passou a oferecer lanches.

“Esses dias, servi bolo com suco e vi um dos alunos levantando em direção a sua mochila. Depois percebi que ele deixou de comer para guardar para mais tarde. Perguntei por que, e ele não disse nada. Dei mais um pedaço e ele comeu. Na saída ele revelou: ‘professora, tô levando pro meu irmão’. Ele tem um irmão de quatro anos. Então, há aqueles que levam ‘para mais tarde’, mas que no fundo querem garantir para seus familiares.”

Iniciativa de 2010 em Belo Horizonte que ofereceu merenda a crianças durante as fériasDireito de imagemGERCOM BARREIRO/PREFEITURA DE BELO HORIZONTE
Image captionNove milhões de crianças brasileiras entre zero e 14 anos do Brasil vivem em situação de extrema pobreza; acima, iniciativa de 2010 em Belo Horizonte que ofereceu merenda a alunos durante as férias

Em escolas de São Paulo, a insegurança alimentar aparece mesmo durante o ano letivo, após poucos dias sem aula. “Percebo que na segunda-feira os alunos chegam com muita fome, não comeram o suficiente no fim de semana. O cardápio da segunda não é um dos preferidos deles, mas, ainda assim, as crianças comem mais do que a média dos outros dias”, afirma o diretor de uma unidade de ensino na zonal sul.

Um professor da rede pública paulistana relembra o caso de uma aluna do período noturno que, sem comida em casa, trazia o filho menor para também se servir da merenda. “Com certeza algumas crianças no período de férias ficam desprovidas de uma refeição”, conclui.

“Testemunhos de pessoas em áreas de vulnerabilidade social realmente indicam que (a merenda escolar) acaba sendo a garantia de consumo mínimo de alimentos durante o ano letivo para parte das crianças”, explica à reportagem Elisabetta Recine, professora e coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília.

“Considerando as projeções de que a pobreza e extrema pobreza devem aumentar, as crianças devem sofrer as consequências disso.”

Simultaneamente à fome, há outro problema a ser enfrentado: as crianças brasileiras estão cada vez mais obesas, incluindo as de baixa renda. O excesso de peso não revela uma alimentação de qualidade. É, na verdade, sinal do contrário disso – há um aumento expressivo do consumo de alimentos baratos e ultraprocessados, ricos em calorias mas pobres em nutrientes, aponta um estudo publicado neste mês pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia.

Com isso, uma parte ainda pequena, mas preocupante das crianças de baixa renda, enfrenta uma dupla carga: a desnutrição aliada à obesidade.

“A obesidade tem crescido e vem atingindo cada vez mais a população menos favorecida socioeconomicamente”, diz em comunicado Natanael Silva, um dos autores da pesquisa.

“A insegurança alimentar transcende a quantidade de comida”, agrega Maria Paula de Albuquerque, pediatra nutróloga do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren), entidade que atua em São Paulo.

Desnutrição atrapalha o ensino?

Merenda em escola brasiliense, em foto de 2017Direito de imagemANDRE BORGES/AGÊNCIA BRASÍLIA
Image captionEm conjunto habitacional do DF, há ‘mães que não têm o que dar de comer aos filhos nas férias’; acima, merenda em escola brasiliense

Para evitar que alunos famintos tenham dificuldade de aprendizagem, algumas escolas instituem um rápido lanche antes do início das aulas, assim as crianças conseguem esperar pelas refeições sem perder o foco no conteúdo em classe.

Diferentes pesquisas acadêmicas indicam que o acúmulo de deficiências nutricionais – seja causado pela fome, seja pelo consumo de alimentos de baixa qualidade – pode causar impacto na habilidade de aprendizado infantil.

“É difícil afirmar que a nutrição seja a causa específica e única de problemas no desenvolvimento infantil, quando a criança sofre também com um sistema educacional que não é adequado e com a falta de estímulos. Mas é um entre tantos fatores desse ciclo de pobreza cruel”, aponta Albuquerque.

Ela ressalta, porém, que esse ciclo pode ser rompido, permitindo que mesmo crianças em situação de extrema vulnerabilidade atinjam seu potencial. “Ainda que viva em situações adversas, a criança é um infinito de possibilidades. Seu cérebro tem enorme plasticidade para absorver novos hábitos. É importante, porém, fortalecer também quem cuida delas. Não conseguimos melhorar a condição de uma criança sem melhorar também a situação de sua família.”

* Colaborou Amanda Rossi

Cachorro é atacado por jacaré durante brincadeira com o dono e morre em parque


Um cachorro de porte médio foi atacado e morto por um jacaré em um parque de Cuiabá, no sábado (13). De acordo com informações da prefeitura, o dono do animal estava brincando com ele, jogando gravetos para o cão pegar. Em determinado momento, o graveto caiu próximo à lagoa onde estava o jacaré, que atacou o cachorro.

Segundo testemunhas, o jacaré teria abocanhado o cachorro e puxado-o para o fundo do lago. O dono teria tentado pular na água para salvar o animal, mas foi impedido por outras pessoas que estavam no local.

G1 não conseguiu contato com o dono do cachorro.

De acordo com o biólogo Tony Schuring não há como identificar, em princípio, uma razão específica para o comportamento do jacaré.

Segundo ele, seria necessário uma análise das circunstâncias do fato. Entretanto, vale ressaltar que o jacaré está no habitat dele, ou seja, não haveria razões naturais para o ataque.

O caso foi confirmado pelo administrador do Parque das Águas, que fica na região do Centro Político Administrativo da capital.